segunda-feira, 30 de maio de 2016

"EU ESCREVI PARA ELES OS GRANDES ENSINAMENTOS DA MINHA LEI..." MAS O HOMEM DISTORCE ESSA VERDADE!

 
ESPIRITUALIDADE
RÔMULO CYRÍACO
Ao homem não bastou matar o Cristo
Mas, para o Cristo, não há medida que baste para a entrega do Seu amor à Criação
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“Escrevi para ele os grandes ensinamentos da minha lei, mas estes foram tratados como uma coisa estranha” (Oséas 8,12).
Ao homem não bastou matar o Cristo. Ao homem, aliado ao pecado, cego pelas tentações, distorções e dissimulações do diabo o anjo caído, o príncipe deste mundo, agenciador do pecado original não bastou perseguir, agredir e matar o Cristo.
Além disso, o homem quis e quer: continuar não crendo n’Ele; ofendê-Lo, ridicularizá-Lo, blasfemar Seu nome; perseguir, ofender e ridicularizar (quando não matar) também todos aqueles que n’Ele creem, desde então. Não apenas isso, mas, também, por outro lado, “adorá-Lo” com fanatismo e violência, distorcer suas palavras e mensagens para interesses próprios e/ou maldosos, atribuir práticas humanamente rígidas (assim como discursos humanamente adoecidos) ao seu Nome Divino…
E as distorções são tantas, que o mundo do pecado, aliado ao diabo ou cegado por este, vê como se fossem certas sobre Ele todas as distorções, e vê como distorção tudo o que é certo e ortodoxo sobre Ele: pois é isso que o diabo e o pecado fazem, distorcem a mente, os olhos e o espírito dos homens, ainda não agraciados com o despertar da fé.
A fé, por sua vez, remove imediatamente (ou gradativamente) do nosso olhar as lentes distorcidas do pecado, e nos torna então (mais) aptos a perceber a presença verdadeira, libertadora e transformadora de Deus, de que passamos a cuidar e que desejamos, e a presença do pecado, que passamos rejeitar e a evitar.
As distorções se espalham, neste mundo, com muito maior rapidez e intensidade do que as percepções e coisas retas, diretas e claras. De modo que os homens não conseguem mais ver com retidão, e esta é uma consequência agradável ao diabo, pois os homens que não conseguem ver com clareza desenvolvem uma dificuldade quase cristalizada, endurecida, de enxergar a real presença de Deus na vida e reconhecê-Lo, como o Criador que ainda cuida de nós e nos orienta, cuja orientação é a Verdade, que os homens ainda tomados pela constituição do pecado rejeitam e negam e assim se tornam vulneráveis às influências malignas, obscurecedoras da vida interna e externamente. Onde seria possível ver a Verdade, eles vêem mentira; e onde seria possível (e necessário) ver a mentira enquanto tal, eles aderem a ela como a mais desejável das verdades.
Além disso, mesmo a sociedade laica que, em alguns âmbitos, se torna mais “simpática” a Jesus Cristo considerando-o como uma figura “histórica” e “bondosa” às vezes fala criticamente de como o homem assassinou Jesus, sem se dar conta, na descrença ou ignorância que tem sobre a Sua Divindade, da mais profunda tragédia que esse assassinato representa, pois este evento explica a miséria espiritual da nossa civilização, a vida decaída da nossa sociedade. E de que modo o explica? Pela verdade de que Jesus é Deus feito Homem, é o próprio Criador da Vida, tendo encarnado como Homem e vindo à terra viver entre nós para nos salvar… “Vindo ao mundo para comunicar aos homens a vida divina, o Verbo que procede do Pai como esplendor da sua glória, ‘Sumo Sacerdote da Nova e Eterna Aliança, Cristo Jesus, ao assumir a natureza humana, introduz nesta terra de exílio o hino que eternamente se canta no Céu.’” E nós O matamos. Isto é: nós, os humanos, matamos Deus, na Cruz… nosso próprio Criador!
Tamanha é a resistência da espécie humana em cantar o hino que se canta no Céu eternamente, pois quer fundar para si uma canção inócua, infrutífera e danosa, com sua própria métrica incompatível com a do hino divino quer construir para si uma terra que tem suas próprias leis, não as leis da Vida, mas leis de mortificação estabelecidas no pecado original, a partir da captura do homem pelo anjo caído. Nós, animais inteligentes da espécie humana, matamos o nosso próprio Criador, Aquele que nos deu e nos dá a Vida e a mantém e sustenta!… Este acontecimento, evidentemente, foi algo de profundamente terrível e trágico: e muitos dos homens de hoje, descendentes dos que O mataram, sequer percebem isso, pois são herdeiros fiéis não de seu Salvador, mas do pecado de sua própria ascendência; aliás, a sociedade, como organização global da vida humana, parece mesmo querer esconder de todos esta percepção, realmente pavorosa, capaz de nos colocar por terra em desespero e penitência, de que o homem matou o Filho de seu próprio Criador. Percepção que pode, logo em seguida, nos reerguer a todos em salvação, liberdade e alegria, pois Cristo Ressuscitou! Mas, pecaminosa, a humanidade segue, até os dias hoje, ou talvez ainda mais nestes dias, mantendo-se cega à visão da gravidade daquele acontecimento e também à Esperança que se levantou três dias depois do mesmo permanecendo aliada, se não apaixonada, por uma realidade amplamente decaída e perversa.
Mas as Boas Novas de Jesus Cristo entram justamente, também, aí neste ponto: Ele nos mostrou e provou através de sua vida na terra assim como ainda mostra e prova poderosamente ao homem através da Igreja, da vida dos santos e das ações do Espírito Santo que, mesmo que o homem mate a Vida e o seu Criador e permaneça o fazendo, o Seu poder é infinitamente maior Ele, e somente Ele, é Onipotente! E mesmo que o homem O mate, Ele, então, Ressuscita! A Vida não pode morrer, a morte não pode com a Vida. O homem matou seu Deus, mas Deus não pode ser morto pelo homem, e se reergue triunfante em pura Glória e Amor… Deus vence o reino da morte, e, entrando diretamente em nossa História, de fato triunfou, ao Ressuscitar, e nos revelar em definitivo que Deus é muito maior do que os nossos pecados.
Não há pecado maior na História humana do que ter matado seu próprio Criador… Mas Ele vence o reino da morte e do pecado, porque Ele é o Criador da Vida, portanto, Jesus Cristo mostra e prova ao homem pecaminoso e ao diabo que o projeto deles inaugurado no pecado original é um projeto falido, fadado a terminar num Juízo Final, pois Deus é eternamente poderoso, é o Juiz Universal, e não pode ser morto, não há pecado, mesmo o mais abominável, que possa ser maior que a força de Deus de superá-lo.
Deus, feito Homem, quando morto, ressuscita, permanece 40 dias nós, e envia aos seus apóstolos o Espírito Santo, para nos acompanhar e guiar até o fim dos tempos. Deus mostra aos homens que, mesmo tendo sido morto por eles, Ele os perdoa e seguirá o fazendo, como um Pai eternamente Bondoso: pois o Amor perene, a Misericórdia infinita, fazem parte intrinsecamente do que é o Poder de Deus, do qual apenas um pequeno vislumbre humano e pecador nos faz estremecer em corpo e espírito. O Amor é o legítimo Poder da Vida, no qual e diante do qual todas as forças do mal se desmantelam, pois com este Poder não podem sequer conviver, não são com ele compatíveis.
Por isso, os seres humanos que se convertem e creem no Evangelho, entram num caminho de busca pela santidade, como realizam, de maneira especial, seus apóstolos e discípulos, como todos os santos e mártires, aproximando- se de Deus imitando Cristo…
Como Estêvão, que pede que Deus não considere o pecado daqueles que o apedrejavam até a morte. E essa Pureza é poder, é uma aproximação plena ao Poder de Deus, que é um Poder eternamente Amoroso e Misericordioso, não fazendo distinção de amigo ou inimigo, mas vendo em tudo e em todos irmãos na partilha dos Dons sagrados do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e conhecendo intimamente a realidade do Amor que a tudo transforma, cura e vivifica. Pois é o Amor que está na base da própria Criação… Deus criou, a tudo e a nós mesmos, num movimento originário e puro de Amor. Pureza, esta, realizada com plenitude divina também em Maria, a Santa Mãe de Deus… Pureza, esta, tão escassa no mundo humano que ainda se alimenta do fruto do pecado original cuja concepção de poder é distorcida socialmente, e desorienta a muitos homens.
O Poder de Deus, que é o poder verdadeiro da Vida, inclui essa mensagem original de Amor e Misericórdia, que é: não importa o quanto os homens sejam pecadores, blasfemadores, mortificadores e assassinos da vida e da própria presença do seu Criador.
Deus continua nos amando. Deus se entristece, pois quer seus filhos por perto, quer ser reconhecido como Pai, mas, nessa tristeza, permanece amando seus filhos e nunca cessa de buscá-los, alertá-los, cuidar deles, trazê-los para perto de si.
O homem, aliado ao pecado, ao diabo, quer matar o amor matou, inclusive, ao próprio Filho de Deus quando Ele se tornou Homem mas o Amor não pôde e não pode ser morto, e é essa a Onipotência Divina. O Amor ressuscita e perdoa aqueles que O mataram! O esforço do homem para matar o Amor é um esforço vão, daí a qualidade de vaidade de todas as coisas humanas, pois tudo no mundo humano que está fora do contato com o Divino é pura vaidade, é tudo vão, tudo em vão.
Para notar a racionalidade que há na percepção desta batalha, travada pelo diabo no mundo humano, do qual quer permanecer sendo o príncipe, basta ver como tudo o que há em nós de puro… de pureza… é constantemente ridicularizado, na sociedade do diabo.
Aliás, torna-se um valor social não ser puro, aprender a típica “malícia” do mundo humano, que é associada a um “saudável” crescer. O diabo faz assim, em suas estratégias: impõe o pecado no mundo humano o homem come o fruto proibido, atraído por este, que o diabo faz parecer o fruto mais desejável… O homem vive a sentir que o fruto mais gostoso e atraente para ser comido é justamente aquele que o distancia do seu Criador. Assim se inicia, e se mantém, a tragédia humana: quantos dedicam suas vidas a todas as coisas que os tiram a vida, que os mantêm no reino da morte!
Assim, são distorcidos em nossa sociedade todos os reais e essenciais valores e sentidos da vida para o homem e no homem, pois este não consegue e não quer mais ver Deus pois vendo Deus e sendo visto por Ele, sendo recuperado por Ele e reintegrado no Seu rebanho, para louvá-Lo ganhará a Vida, mas perderá o seu fruto “delicioso”, o fruto que dá acesso aos prazeres perversos que estruturam a vida em sociedade.
Toda a sociedade se estrutura, desde a base, nesses valores distorcidos. E aplica uma super valorização social e cultural a esses valores, de modo que as crianças, os adolescentes, por exemplo, querendo então fazer parte da “sociedade”, querendo ser valorizados socialmente, aderem a estes valores produzidos pelo pecado e rejeitam todos os valores da pureza divina, que são socialmente malvistos.
E quantos adultos ainda são “crianças” e “adolescentes” nesse sentido… Por isso Jesus nos disse que aceitar o seu reino, o reino de Deus, é morrer para esse mundo. Morrer para esse mundo… o mundo do pecado. Mas justamente para ressuscitar numa vida nova, num mundo renovado, reintegrado com o Reino de Deus, com o Cristo, que é o único verdadeiro caminho vivo para a Vida.
O homem pecador, como ovelha que todos nós somos, é uma ovelha cuja visão está distorcida, porque o pecado original precipitou a espécie humana na escuridão… Então não se consegue mais ver o nosso Pastor, não se O reconhece mais como tal, e, portanto, perde-se o único verdadeiro caminho. E os homens são levados constantemente para outros caminhos, mais e mais distantes do nosso Pastor; pela desorientação de um falso pastor, que é o diabo e os seres que trabalham para ele. Trágica, a história de um animal que não reconhece mais o seu Pastor, mesmo que este continue chamando, amando e cuidando. A depressão, o pânico, a ansiedade, entre outras enfermidades humanas multiplicadas no mundo contemporâneo, são frequentemente sinais e manifestações profundas de espíritos que se perderam do caminho do seu Pastor… e que agora andam a esmo num deserto em trevas, como ovelhas sozinhas, ou na companhia de outras igualmente perdidas, que não podem se ajudar, sem saberem onde está o caminho “de casa”… com medo de não acharem mais esse caminho… o caminho do Pastor… que poderia salvar, acolher e cuidar… vivificar, solidicar, dar consistência e segurança. Mas que bom que Deus é um Pastor, e não cessa de buscar suas ovelhas e trazê-las de volta… Que alegria, que segurança e firme esperança: temos esse Criador tão misericordioso, e Onipotente!… Que, quando retornamos ao rebanho, não nos repreende por termos fugido, mas nos perdoa e se regozija com a nossa presença entre nossos irmãos. Podemos sempre confiar n’Ele… Se nos perdermos, Ele vai nos buscar… Não há dúvidas. Se acordamos para a vida com a fé e estamos atentos, podemos nos manter sempre próximos d’Ele, pois Ele nos quer perto. Basta querê-Lo perto também, Ele nos quererá, e seguirá nos orientando e guiando, para o caminho da Vida Eterna.
Amém.
Fonte: Aleteia

quinta-feira, 26 de maio de 2016

POR MARIA ATÉ JESUS! PRIMEIRO SANTUÁRIO ONDE HABITOU JESUS!

 
ESPIRITUALIDADE
PE. JALMIR CARLOS HERÉDIA
Nossa Senhora, a Mãe da Eucaristia
Em Maria encontramos o primeiro tabernáculo, que Jesus habitou por nove meses
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Maria, de modo especial, é o templo de Deus por excelência, ela é a Arca da Aliança. Ela trouxe em seu seio imaculado, o próprio Filho de Deus. De tal forma amou o Pai e guardou as palavras do seu Filho que, o Filho e o Pai vieram a ela e nela fizeram sua morada. Ao concebermos Maria como habitação do Sagrado, compreendemos o quanto Deus nos ama, apesar de nossa condição frágil.
É impossível nos aproximarmos de Maria sem nos aproximarmos de Jesus. Maria nos leva a Cristo. Junto de Maria somos banhados pela luz do Espírito Santo que a cumulou de graça. Em toda a Sagrada Escritura não há mulher que tenha sido agraciada dessa maneira a ponto de ter sido convidada para ser a mãe do Filho de Deus. São Lucas nos relata: “O Altíssimo te cobrirá com sua sombra” (Lc 1, 34). Aqui, o evangelista nos apresenta Maria como uma nova tenda do encontro de Deus com a humanidade. Coberta pela sombra do Altíssimo, Maria se torna o santuário onde Jesus toma imagem visível.
Em Maria encontramos o primeiro tabernáculo que Jesus habitou por nove meses. Em Maria, Deus encarnado visita seu povo. Entre todos os santos, a santíssima Virgem Maria resplandece como modelo de santidade e de espiritualidade eucarística. Maria está de tal modo, ligada ao mistério eucarístico que mereceu que o Papa João Paulo II a chamasse de “Mulher Eucarística”. Ela viveu este espírito eucarístico antes que o Sacramento da Eucaristia fosse instituído por Jesus, isto pelo fato de ter oferecido seu seio virginal à encarnação do Verbo de Deus. Logo após o nascimento de Jesus, ela realizou um gesto puramente eucarístico e ao mesmo tempo, eclesial: apresentou o Menino Jesus aos pastores, aos magos e ao sumo-sacerdote no templo em Jerusalém; o fruto bendito de seu ventre  apresenta-o ao povo de Deus e aos gentios para que o adorassem e o reconhecessem como o Messias, o próprio Filho de Deus.
Para ser como Maria, Mulher Eucarística, devemos transformar a nossa vida que deve ser toda ela eucarística. O livro dos Atos dos Apóstolos nos refere que, após a ascensão do Senhor ao céu, os apóstolos voltaram de novo ao Cenáculo, onde costumavam se reunir (At 1, 12-13).  A Mãe de Jesus estava ali presente no seio da Igreja. Lucas, o autor dos Atos, não poderia deixar de anotar esse fato: Maria está presente no instante em que vai resplandecer a Igreja. A Mãe de Jesus, que estava com os apóstolos no desabrochar da Igreja no dia de Pentecostes, continuava no meio deles, participando da fração do pão. A Eucaristia, que por assim dizer, viera dela, que tem com ela relação e origem, era seu alimento de cristã, que caminhava com a Igreja.
Igreja e Eucaristia são inseparáveis. Não há Igreja sem Eucaristia, porque não há Igreja sem sacrifício de Jesus que se renova, como não há Igreja sem encarnação de Jesus que se prolonga no tempo. A peregrinação da Igreja se faz com a Eucaristia e pela Eucaristia, e com Maria, assunta ao céu,  isto é, inseparável da mediação de Maria no céu.
O teólogo René Laurentin, resume assim a participação de Maria Santíssima na Eucaristia:
1º) A participação de Maria no mistério da Eucaristia corresponde, em primeiro lugar à participação que ela teve na Encarnação do Verbo de Deus. O Corpo que recebemos na Hóstia é o mesmo corpo daquele que nasceu de Maria. Esse corpo, nascido de uma mulher é o Corpo de Deus!
2º) A participação de Maria no mistério do Santo Sacrifício corresponde à sua participação no sacrifício da cruz. A presença de Maria junto à Missa corresponde à sua presença no Calvário. Como consequência, é certa a universal intercessão de Maria junto ao Santo Sacrifício, a Missa.
3º) As ligações de Maria com a Eucaristia se prendem, enfim, ao fato de que a Mãe de Deus participou na fração do pão na Igreja de Pentecostes. Ela é o modelo mais perfeito e mais concreto da comunhão do Corpo de Cristo.
4º) A Igreja, povo de Deus que está a caminho, vive da Eucaristia e pela Eucaristia, fruto do seio virginal de Maria e estritamente unida à sua oblação materna no Calvário. Por isso, é impossível separar o culto da Eucaristia do culto de Maria.
      
Cada vez mais devemos enfatizar na caminhada de fé do povo de Deus estes dois mistérios vitais para a Igreja: Cristo Eucarístico e sua Mãe medianeira junto da Eucaristia.
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Fonte: Aleteia-Pe. Jalmir Carlos Herédia

quarta-feira, 25 de maio de 2016

O QUE FAZER PARA PEDIR FAVORES A MARIA?

ESPIRITUALIDADE
ALETEIA TEAM
Três segredinhos para “arrancar” favores de Nossa Senhora!
Santo Antônio Maria Claret nos ensina a “puxar a barra do manto” de Maria, como filhinhos confiados
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Sobre Santo Antônio Maria Claret, gigante espiritual da Igreja, os biógrafos nos contam uma infinidade de fatos ligados à sua devoção ardentíssima a Nossa Senhora. Ele é, afinal, um dos maiores santos marianos que já existiram e, desde pequeno, já nutria um grande amor e piedade para com Maria.
Confira o seguinte relato de uma das suas biografias:
Sendo ainda jovem leigo, teve ele de fazer uma viagem na companhia de um bom cavalheiro, o qual observou os claros sinais de devoção mariana de que dava mostras o jovem Claret tanto nas conversas quanto na conduta.
O senhor Portellas, que era como se chamava o acompanhante, admirado de sua piedade, falou-lhe desta maneira: “Parece-me, Antônio, que és muito devoto da Virgem Maria”.
A resposta foi contundente: “Como não seria? Tudo o que eu lhe peço ela me alcança!”.
“Explica-me então o modo de pedir-lhe”.
Claret respondeu: “Eu lhe peço o que desejo com amor e confiança. E, se vejo que ela não me escuta, me aproximo mais ainda dela, puxo a barra do manto e digo: ‘Se não me alcanças esta graça, eu vou rasgar o manto de tanto puxar. E ela logo me escuta”.
Este é o caso narrado pelo diligente biógrafo. Temos aqui uma bela lição sobre como orar e suplicar a Maria: com amor, com confiança e com perseverança. Em resumo, como filhinhos confiados.
Esta última condição nos falta com muita frequência, pois, quando nos dirigimos a Maria, queremos obter determinado favor ou graça com a maior prontidão e ficamos impacientes se não acontece do jeito que queríamos.
E o que dizer do amor e da confiança, como cruciais para o fruto da oração?
A Igreja nos ensina a exercitar a oração perseverante e se mostra insistentemente repetitiva em muitas de suas preces. Ela aprendeu do aviso de Jesus na parábola do amigo inoportuno (Lc 11,5-8). O pai-nosso, que é a oração cristã por excelência, nos ensina a orar e nos mostra até a ordem dos nossos pedidos. Jesus nos recordou: “Pedi e vos será dado. Buscai e achareis. Chamai e vos será aberto”. É a mesma coisa que a Virgem Maria nos sussurra. Ela nunca deixa de ouvir as nossas súplicas e as encaminha ao que verdadeiramente nos convém, caso peçamos algo que não está de acordo com os desígnios divinos para o nosso bem.
Aprendamos então, de Santo Antônio Maria Claret, a “puxar a barra do manto” de Maria, belíssima metáfora que tanto nos diz. E, principalmente, procuremos nos introduzir no seu Coração Imaculado para ouvir, se possível, o seu doce pulsar. Nenhum pedido a Maria ficará perdido no caminho, mesmo que Ela se veja obrigada a mudar, com cuidado materno, o curso das nossas preces.
Peçamos a sua amorosa e poderosa intercessão em todas as nossas necessidades espirituais, corporais e temporais. Maria estará sempre presente com o seu auxílio oportuno. Mas não deixemos de insistir, como fazia com tanto amor e confiança o jovem Claret, extraordinário e exemplar devoto de Maria.
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Fonte: Aleteia-De artigo original publicado por El Web Católico de Javier

domingo, 22 de maio de 2016

FESTA DA SANTÍSSIMA TRINDADE!

Santo Afonso de Ligório: Festa da Santíssima Trindade


22.05.2016 - Hora desta Atualização - 08h37
n/d
Tres sunt qui testimonium dant in coelo: Pater, Verbum et Spiritus Sanctus, et hi tres unum sunt – “Três são os que dão testemunho no céu: o Pai, o Verbo e o Espírito Santo, e estes três são um”. (1 João 5, 7)
A Santíssima Trindade é nosso tudo; e todos os bens que já temos recebido e ainda esperamos para o futuro, nos vieram e virão da Santíssima Trindade. É, pois, com razão que a Igreja embora Lhe consagre todos os Domingos, Lhe dedique o dia de hoje de um modo especial. Veneremos devotamente tão augusto mistério, dizendo à miúde o Gloria-Patri; respeitemos também a imagem da Santíssima Trindade que se acha em nosso própria alma como na do próximo.
I. Posto que todas as homenagens tributadas aos Santos redundem em honra da Santíssima Trindade, cuja imagem se honra na pessoa deles, exigem, contudo, a justiça e a gratidão que, tanto para glória do Altíssimo como para nosso próprio proveito, veneremos tão augusto mistério com obséquios especiais. É-nos isto um dever absolutamente indispensável; porquanto a Santíssima Trindade é o princípio d’onde procedemos, e o fim para o qual havemos de voltar. A primeira graça que nos foi conferida no batismo, veio-nos em nome da Santíssima Trindade e a glória essencial que se goza no paraíso é ainda a Santíssima Trindade.
É este o nome que faz tremer o inferno, põe em fuga os demônios, faz cessar as tentações, alegra os céus, beatifica os Santos, consola os justos, derrama a abundância das graças. Numa palavra, a Santíssima Trindade é nosso tudo. Todos os bens, que já temos recebido e ainda esperamos para o futuro, quer na ordem da natureza, quer na ordem graça e da glória, todos nos vieram da Santíssima Trindade.
Eis porque os Ofícios divinos da Igreja abundam em louvores, invocações e súplicas dirigidas expressamente às três Pessoas divinas. Não satisfeita ainda com isto e apesar de ter consagrado à augustíssima Trindade todos os domingos do ano, dedica-Lhe o dia de hoje de um modo especial. Quer nossa boa Mãe que todos os fiéis sejam devotos fervorosos de tão grande mistério; ou, antes, quer que esta seja a sua devoção particular. Todavia é talvez a devoção mais descuidada.
II. Para acharmos e visitarmos à Santíssima Trindade, não é mister que subamos ao céu ou entremos numa igreja; basta que lancemos um olhar de fé sobre nossa própria alma, na qual está impressa a bela e amada imagem de Deus que ali habita como em seu templo. Recolhe-te, portanto, dentro de ti mesmo, e ali, todo silencioso, adora, louva, ama e bendiga à Santíssima Trindade. Em particular diga freqüente e devotamente o Gloria-Patri, onde, na palavra de São Francisco de Assis, se acha resumida toda a ciência e virtude das Sagradas Escrituras.
Se porventura manchaste por alguma culpa a tua alma, feita à semelhança de Deus, procura purificá-la quanto antes no sacramento da Penitência pelas lágrimas da contrição e esforça-te por adorná-la com todas as virtudes cristãs. Habitua-te também a ver na alma do próximo outras tantas imagens vivas da Santíssima Trindade e por este motivo ama-as, compadece-te delas e ajuda-as conforme puderes, ao menos rezando por elas.
Afim de que esses teus obséquios sejam mais agradáveis à Santíssima Trindade, une-os àqueles que lhe tributam todos os anjos e santos do paraíso, Maria Santíssima, e especialmente o divino Redentor. Imagina que Jesus Cristo te diz o que um dia disse a Santa Gertrudes: “Minha Filha, eis aí o meu Coração, que faz as delícias da Santíssima Trindade. Eu t’o dou afim de que por ele possas suprir o que te falta”.
Ó Santíssima Trindade, objeto, agora de minha fé e um dia da minha eterna beatitude, creio em Vós, adoro-Vos, amo-Vos; e em união com toda a corte celeste quero sempre dizer: † “Santo, Santo, Santo é o Senhor, Deus dos exércitos. A terra está cheia da vossa glória. Glória ao Pai, glória ao Filho, glória ao Espírito Santo” (1); assim como foi no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos, Amém. “Ó Deus, que concedeste aos vossos servos conhecer na confissão da verdadeira fé a glória da eterna Trindade e adorar sua Unidade no poder da Majestade; nós Vos rogamos que com a firmeza da mesma fé possamos vencer todas as adversidades.”(2) Fazei-o pelo amor de Jesus e Maria.
1. Indulg. de 100 dias; indulg. plenária para quem rezar este Trisagio durante um mês inteiro, contanto que se confesse e comungue.
2. Or. fest.
Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II – Santo Afonso
Fonte: Dominus Est

sexta-feira, 20 de maio de 2016

DEVOÇÃO DAS TRÊS AVÉ- MARIAS!

 
ESPIRITUALIDADE
CORE CATHOLICA
A devoção das Três Ave-Marias
Um jeito muito simples de perseverar nesta vida e alcançar o céu, aproveite
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Como Santa Matilde suplicasse à Santíssima Virgem que a assistisse na hora da morte, ouviu que a benigníssima Senhora lhe disse:
“Sim o farei; mas quero que por sua parte me rezes diariamente três Ave-Marias.
A primeira Ave-Maria, pedindo que assim como Deus Pai me elevou a um trono de glória sem igual, fazendo-me a mais poderosa no céu e na terra, assim também eu te assista na terra para fortificar-te e afastar de ti toda potestade inimiga.
A segunda Ave-Maria, me pedirás que assim como o Filho de Deus me concedeu a sabedoria, em tal extremo que tenho mais conhecimento da Santíssima Trindade que todos os Santos, assim eu te assista na passagem da morte para encher tua alma das luzes da fé e da verdadeira sabedoria, para que não a obscureçam as trevas do erro e ignorância.
A terceira Ave-Maria, pedirás que assim como o Espírito Santo me concedeu as doçuras de seu amor, e me tem feito tão amável que depois de Deus sou a mais doce e misericordiosa, assim eu te assista na morte enchendo tua alma de tal suavidade de amor divino, que toda pena e amargura da morte se troque para ti em delicias.”
A prática desta devoção consiste em rezar todos os dias três Ave-Marias agradecendo à Santíssima Trindade os dons de Poder, Sabedoria e Amor que outorgou à Virgem Imaculada, e pedindo a Maria que use deles em nosso auxílio.
Modo de praticar esta devoção:
Todos os dias, rezar o seguinte:
Maria, Mãe minha; livrai-me de cair em pecado mortal!
1- Pelo o Poder que te concedeu o Pai Eterno. Rezar uma Ave-Maria.
2- Pela Sabedoria que te concedeu o Filho. Rezar uma Ave-Maria.
3- Pelo Amor que te concedeu o Espírito Santo. Rezar uma Ave-Maria.

Santa Matilde de Hackeborn (1241-1298) , teve muitas aparições de Jesus e Maria. Apesar de sua penitência, como monja beneditina, TEMIA O MOMENTO DA MORTE . Por isso rezava a Nossa Senhora para que a assistisse naquela hora derradeira. A Virgem Maria, então, em 1285, lhe aparece e lhe consola dizendo:
_”Sim, farei aquilo que me pedes, minha filha, porém te peço que rezes diariamente, três ave-marias:
a 1ª primeira, para agradecer ao Pai Eterno por ter-me feito onipotente no céu e na terra;
a 2ª segunda, para honrar o Filho de Deus, por ter-me dado tamanha ciência e sabedoria, que ultrapassa aquela de todos os santos e de todos os anjos, e por ter-me dotado de tanto esplendor, de poder iluminar, como o sol resplandece, todo o Paraíso;
a 3ª terceira, para honrar o Espírito Santo, por ter aceso no meu coração as chamas mais ardentes do seu amor e por ter-me feito bondosa e benigna de ser, DEPOIS DE DEUS, a mais doce e a mais misericordiosa”.
A Virgem Maria diz à santa:
_”Na hora da morte EU:- estarei presente para te confortar e afastar de ti qualquer força diabólica;
– infundirei em ti a luz da fé e do conhecimento, a fim de que a tua fé não venha a ser prejudicada pela ignorância;
– assistirei, na hora de tua morte, infundindo na tua alma, a suavidade do Divino Amor, a fim de que prevaleça em ti para mudar toda pena e amargura da morte em grande suavidade”.
Muitos santos propagaram a devoção às três ave-marias… Padre Pio e Dom Bosco faziam parte desses. REZAI CADA DIA AS TRÊS AVE-MARIAS…VOSSA PROMESSA É O CÉU.

Fonte: Aleteia-(via Core Catholica)

domingo, 15 de maio de 2016

PODEROSA ORAÇÃO À SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA!

RELIGIÃO
ALETEIA
Poderosa oração a Nossa Senhora de Fátima
Peça com fé a graça de que você tanto precisa

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Muitas pessoas já foram abençoadas com graças especiais alcançadas por Maria. Agora é a sua vez. Peça com fé:
Santíssima Virgem,
que nos montes de Fátima
vos dignastes revelar a três pastorinhos os
tesouros de graças
contidos na prática do vosso santo Rosário,
incuti profundamente em nossa alma
o apreço em que devemos ter esta devoção,
a vós tão querida,
a fim de que, meditando os mistérios da Redenção,
que neles se comemoram,
nos aproveitemos de seus preciosos frutos
e alcancemos a graça (……………………….)
que vos pedimos,
se for para a glória de Deus
e proveito de nossas almas.
Assim seja.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.
Fonte: Aleteia

sexta-feira, 13 de maio de 2016

ORAÇÃO DE INTERCESSÃO!

 
ORAÇÃO
ENCONTRO COM CRISTO
Oração para interceder por alguém
E você, já intercedeu por alguém hoje?
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Senhor Jesus,
eu te peço que entres
no coração de (diga o nome da pessoa)
e toques aquelas experiências de vida
que precisam ser curadas.
Tu conheces muito melhor o(a) (diga o nome da pessoa)
que ele(a) próprio(a) conhece a si mesmo.
Derrama, então, o teu amor
em todos os cantos do coração dele(a).
Onde quer que encontres feridas,
toca, consola, liberta.
Se ele(a) se sente só, abandonado(a),
rejeitado(a) pela humanidade,
concede-lhe, mediante teu amor regenerador,
uma nova consciência do seu valor como pessoa.
Jesus, eu entrego o(a) (diga o nome da pessoa)
totalmente a Ti: seu corpo, mente e espírito;
e te agradeço por restaurar a sua integridade.
Obrigado(a), Senhor.
Amém.

Fonte: Aleteia-(via Encontro com Cristo)

quinta-feira, 12 de maio de 2016

ORAÇÃO A FREI GALVÃO!

ORAÇÃO
ALETEIA TEAM
Poderosa oração pedindo a intercessão de São Frei Galvão
No dia 11 de maio, a Igreja comemora a canonização de São Frei Galvão, primeiro santo brasileiro: aproveite e peça uma graça especial por intercessão dele!
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Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo,
eu vos adoro e vos agradeço
por terdes dados ao mundo São Frei Galvão,
que soube em sua vida imitar tão perfeitamente
os exemplos de Cristo,
a ponto de ser colocado como modelo para nós,
que ainda peregrinamos neste mundo.
A sua fé na mensagem de Cristo,
a sua caridade ardente e a sua vida de esperança
orientada unicamente para Vós
são motivos de força e entusiasmo para nós.
A sua bondade, Senhor, sensibilizou-me
e, sentindo-me indigno de recorrer diretamente a Vós,
faço-o por meio de São Frei Galvão, o santo da minha confiança.
Para ser digno de sua intercessão, prometo imitar os seus exemplos.
[expressa-se o pedido]
Senhor, dignai-vos atender meu pedido, se essa for a vossa vontade.
Amém.
Reza-se um Pai Nosso, uma Ave Maria e um Glória ao Pai.
Fonte: Aleteia

terça-feira, 10 de maio de 2016

ASCENSÃO DE JESUS! POR QUE SUBIU AO CÉU!?

 
DOUTRINA
PROF. FELIPE AQUINO
Por que Jesus subiu aos Céus?
Você, católico, sabe explicar o mistério da Ascensão de Jesus? Confira aqui uma reflexão simples e com aplicações práticas para a nossa vida espiritual
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Meus irmãos e irmãs, é necessário que vos torneis comigo testemunhas da ressurreição de Jesus. Na realidade, se não fordes vós as suas testemunhas no próprio ambiente, quem o será em vosso lugar? O cristão é, na Igreja e com a Igreja, um missionário de Cristo enviado ao mundo.” (Papa Bento XVI)
A meditação do acontecimento divino da Ascensão de Cristo nos convida a refletir sobre a nossa vida de cristãos.
São Lucas dá alguns detalhes interessantes sobre o momento da Ascensão de Jesus. Quando estavam retirados da cidade, e Ele subiu aos céus, todos ficaram ali parados, extasiados, olhando para o alto, meio perdidos, ainda sem entender, até que dois anjos lhes explicaram, e lhes fizeram ver que deviam continuar vivendo suas vidas… (cf. At 1,9-10). E o mesmo São Lucas diz, completando a informação, que “eles voltaram para Jerusalém com muita alegria e louvando a Deus” (Cf.Lc 24,52). Os discípulos já estavam muito felizes com a Ressurreição de Jesus, e agora, naquele momento, entenderam que a missão deles iria começar, mas com a força do Alto.
É valioso perguntar: por que Jesus subiu aos Céus? Ele poderia simplesmente ter desaparecido no ar, magicamente… Acredito que o “olhar para o alto” é uma das atitudes que Jesus quis nos ensinar. Quando olhamos para o alto, nos esquecemos de tudo o que há abaixo de nós, nos desapegamos da terra e desejamos o céu. Olhamos menos para nós e mais para Deus.
Outro detalhe importante. Aquela foi a verdadeira despedida de Jesus. Depois daquele momento nunca mais os discípulos veriam o Mestre… Percebemos que em nenhum momento eles reclamaram ou pediram a Jesus: “Fique mais um pouco!”. Não, pelo contrário! Quando Jesus subiu eles se alegraram…
E essa é outra lição que podemos tirar desta passagem. Jesus quis nos ensinar que Sua presença ultrapassa a morte e ultrapassa os tempos. Não deve haver tristeza por que não podemos vê-lo… A fé é mais forte que a razão. Ele age poderosamente pelo poder do Seu Espírito que assiste, ilumina, fortalece e defende a Igreja e cada um de nós.
Isto nos faz pensar: onde está essa fé e essa alegria que movia os primeiros cristãos? Eles eram minoria… E ainda assim, contagiaram o mundo! Será que não nos falta nos retirarmos e vivermos essa experiência de observar o Senhor subir e nos enviar o Seu Santo Espírito?
Adoremos o Cristo Senhor que sobe aos céus e nos leva com Ele!
 Fonte: Aleteia-(via Felipe Aquino)

JESUS, SENHOR E MESTRE PEDE AO PAI POR AQUELES QUE FICARAM NO MUNDO!

Evangelho segundo S. João 17,1-11a.
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Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse:
 «Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho Te glorifique 
e, pelo poder que Lhe deste sobre toda a criatura, Ele dê a vida eterna a todos os que Lhe confiaste. 
É esta a vida eterna: que Te conheçam a Ti, único Deus verdadeiro, e Aquele que enviaste, Jesus Cristo. 
Eu glorifiquei-Te sobre a terra, consumando a obra que Me encarregaste de realizar. 
E agora, Pai, glorifica-Me junto de Ti mesmo com aquela glória que tinha em Ti, antes que houvesse mundo. 
Manifestei o teu nome aos homens que do mundo Me deste. Eram teus e Tu mos deste e eles guardam a tua palavra. 
Agora sabem que tudo quanto Me deste vem de Ti, 
porque lhes comuniquei as palavras que Me confiaste e eles receberam-nas: reconheceram verdadeiramente que saí de Ti e acreditaram que Me enviaste. 
É por eles que Eu rogo; não pelo mundo, mas por aqueles que Me deste, porque são teus. 
Tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu; e neles sou glorificado. 
Eu já não estou no mundo, mas eles estão no mundo, enquanto Eu vou para Ti». 


Beato Guerric de Igny (c. 1080-1157), abade cisterciense 
Sermão para a Ascensão, 1-2: PL 185, 153-155 


Chegada a hora de passar deste mundo para o Pai, Jesus rezou deste modo.

O Senhor proferiu esta oração na véspera da sua Paixão. Mas não é despropositado aplicá-la ao dia da Ascensão, ao momento em que Ele Se preparava para deixar para sempre os seus «filhinhos» (Jo 13,33), que confiou ao Pai. Ele, que no Céu dirige a multidão dos anjos que criou, ligou-Se na Terra a um «pequeno rebanho» (Lc 12,32) de discípulos, a fim de os instruir enquanto estava presente na carne, até ao momento em que, tendo-se-lhes alargado o coração, eles pudessem ser conduzidos pelo Espírito. Ele amava estes pequeninos com um amor digno da sua grandeza. Depois de os ter levado a distanciar-se dos amores deste mundo, viu-os renunciar a qualquer esperança humana e depender apenas dele. Mas, enquanto vivia com eles no seu corpo, não lhes prodigou demasiadas provas do seu afecto, mostrando-Se mais firme do que terno, como convém a um mestre e pai.                                                 
Quando, porém, chegou o momento de os abandonar, pareceu ser vencido pela terna afeição que lhes tinha e deixou de conseguir simular a imensidão da sua bondade. [...] Donde as palavras: «Tendo amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até ao fim» (Jo 13,1). Pois nessa altura deixou que toda a força do seu amor se derramasse sobre os seus amigos, antes de Ele próprio Se derramar como água sobre os seus inimigos (Sl 21,15).                                          
Assim, entregou-lhes o sacramento do seu corpo e do seu sangue, ordenando-lhes que o celebrassem. Não sei o que é mais admirável: se o seu poder ou a sua caridade, ao inventar esta nova maneira de permanecer com eles, a fim de os consolar pela sua partida.
Fonte: EAQ